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21 de setembro de 2012

Você sabe o que comer com o pão?

Na sexta-feira, eu estava online no Facebook, quando fui abordado pelo Pedro (um amigo) sobre uma ideia de matéria para o blog.
Ele disse que há uns dias, no café da manhã, ele estava comendo uma fatia de pão quando se questionou qual seria o melhor acompanhamento para aquele alimento, em termos nutricionais. Ele também disse que lembrou que havia muito tempo que ele não comia manteiga (a original), e achava que maionese não era muito saudável. Então, ele resolveu me sugerir isso como matéria, e eu aceitei. Vamos ver os prós e contras dos acompanhamentos mais comuns na nossa mesa?

11 de setembro de 2012

Fast food pode estar ligado a agressividade

O consumo excessivo de alimentos industrializados, como biscoitos e comida congelada, pode, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares, nos deixar mais ansiosos e agressivos. Um estudo com 1.018 homens e mulheres jovens publicado na PLoS ONE mostra que a gordura trans, ou gordura hidrogenada, afeta o comportamento, pois prejudica a metabolização do ácido docosa-hexaenoico – ou DHA, ácido graxo do tipo ômega 3 –, que tem, segundo estudos anteriores, efeito calmante e antidepressivo.

Os voluntários do estudo preencheram questionários sobre seus hábitos alimentares e participaram de avaliações psicológicas que mediram seus níveis de impaciência, irritabilidade e agressividade. “Ácidos graxos trans foram mais indicativos de comportamento violento que alguns fatores de risco tradicionais, como baixo nível educacional ou uso de drogas”, diz a professora de medicina Beatrice Golomb, da Universidade da Califórnia em San Diego, autora do estudo. A relação entre agressividade e dieta rica em gordura trans se aplica a ambos os sexos e a diferentes etnias e classes sociais.

Embora a correlação exista, não há prova de que a gordura trans seja causa de comportamento violento. “É possível que pessoas naturalmente agressivas tendam a comer menos alimentos saudáveis”, cogita Beatrice. E, ainda, que outros ingredientes encontrados em comida processada, como o açúcar, possam estar envolvidos na tendência à irritação e à impaciência.
Fonte: UOL

4 de setembro de 2012

Seria o Alzheimer um tipo de Diabete?


O nosso cérebro é, de longe, o órgão que mais trabalha no corpo: por estar funcionando o tempo todo, sem descansos, e realizando ações muito complexas, ele consome cerca de 20% de toda a glicose que ingerimos. Por isso, uma dieta rica em açúcar e gordura foi benéfica para a evolução. O problema reside nos excessos que vemos hoje em dia.
Os cientistas já conhecem os efeitos da má-alimentação - obesidade, diabetes e agora, talvez Alzheimer. Estudos sugerem que o Alzheimer seria um tipo de diabetes. A neuropatologista Suzanne de la Monte, da Universidade de Brown (EUA), sugeriu recentemente a ligação entre a falta de insulina e o Mal de Alzheimer.
A insulina, hormônio responsável por reduzir o açúcar na corrente sanguínea, está ligada a diabetes tipo 2. No estudo, a neuropatologista interrompeu o fluxo de insulina para o cérebro ratos, e teve como resultado graves danos nas áreas relacionadas a memória, além de desgaste dos neurônios e perda de conexões entre eles - sintomas típicos do mal de Alzheimer.
Então, um modo de evitar o sofrimento dessa doença (e de muitas outras) é controlar a alimentação. Evitar uma dieta excessivamente calórica, rica em açúcares e gordura, ainda parece ser a chave para a saúde, a despeito do crescente  comércio de alimentos pouco-saudáveis.
Mesmo que estudos posteriores indiquem o contrário sugerido pela neuropatologista, uma alimentação desregrada traz todos os outros malefícios já conhecidos.
Fonte: New Scientist

31 de agosto de 2012

As 10 comidas mais reconfortantes [parte 2]

Esse post é a parte 2 dessa lista. Pra explicar rapidamente, confort food são os alimentos escolhidos quando as pessoas querem algo que, além de forrar o estômago, dê prazer. Não deixa de conferir o primeiro post, você conhecerá os outros alimentos que causam lombrigas de vontade nos cidadãos do mundo.
Mas vaaaamos a parte 2, conhecer um pouco da cultura dos países.

6. Khichdi (arroz e lentilha, da Ásia e Grã-bretanha)

O khichdi é um prato de conceito muito simples: arroz e lentilhas. Acho que se fosse no Brasil, poderíamos fazer uma relação com o "arroz com feijão", que tem cara de comida caseira (ou comida "da vovó") e é item que faz muita falta pra quem viaja para o exterior.
Essa combinação de Arroz com lentilhas é a confort food bastante citada na Índia, Ásia e na Grã-bretanha, é é um prato nutricionalmente completo e de fácil preparo (principalmente se for da mamãe hehe)

7. Cheesecake

Se o "Mac and cheese" do primeiro post era a refeição preferida dos americanos, o cheesecake desponta como a sobremesa favorita! E vou ter que concordar com eles, cheesecake é TUDO DE BOM.
Com uma textura cremosa e geladinha, com sabor suave porém característico, a casquinha de torta no fundo e a cobertura cremosa de frutas, um grande pedaço de cheesecake chega a animar só de pensar.
Sua origem histórica aponta pra Grécia, mas essa delícia hoje em dia é "favoritada" por americanos, canadenses e pelo Jovem Foodie :)

28 de agosto de 2012

As 10 comidas mais reconfortantes [parte 1]

Já deu pra perceber que eu adoro listas, né? Pois é, acho que quando se trata de curiosidades, esse formato de texto permite que a gente aprenda um monte de itens legais e de um jeito compacto.
Dessa vez, é uma lista da CNN sobre confort foods. Mas o que é isso?
Confort foods, que na tradução ficaria como "comidas reconfortantes", são aqueles pratos ou alimentos que você pensa em comer quando precisa se sentir bem. Depois de um dia estressante de trabalho ou de um pé-na-bunda, as vezes você precisa comer algo que caia bem no estômago e te dê prazer.
Lembra quando eu disse nesse post que a comida causa uma ativação dos centros de prazer do cérebro? Essas confort foods, então, teriam um apelo ainda mais forte nessas áreas. Elas super estimulariam os centros de prazer, causando um bem-estar ainda maior que o normal.

A CNN fez esta pesquisa com pessoas do mundo todo, e é interessante notar como a combinação carboidrato + gordura está presente em todas elas. Novamente cito esse post, onde eu expliquei porque essa combinação é tão prazerosa.
Mas tá, chega de falar e vamos aos alimentos.

1. Sorvete

Sendo o mais citado, o sorvete é o campeão das confort foods. Consigo pensar em pelo menos 5 cenas de filmes em que o personagem se afoga em sorvete, comendo direto do pote com uma colher grande... E não é verdade? Principalmente pras mulheres.
Imaginem comigo, meninas: vocês levaram aquele super fora daquele garoto e ficaram down. Vão pra casa, e descobrem que tá passando na televisão aquela comédia romântica super triste. O que vocês pensam em comer? Provavelmente, é sorvete ou chocolate. Ou os dois, como na foto. Não é prazer na certa?
Algo doce, fácil de comer, não suja muita coisa (principalmente se comer no pote, tipo Haagen Dasz) e muito gostoso. É pra isso que confort foods servem, pra aliviar e ser prático.

2. Nutella

 
O comercial dizia que para um café da manhã saudável deveríamos comer "frutas, leite... e pão com nutella". E cara, cá entre nós... Nutella é amor, não é? HAHA parece que pequenos esquilos felizes colheram alegremente as avelãs da floresta encantada, entregaram pras fadas cozinheiras que misturaram com o chocolate do reino mágico, e venderam em pequenos potes. Dá até pra ver as estrelinhas de magia quando comemos esse creme.
Tá, exageros à parte, nutella está entre uma das melhores coisas que eu já comi. E as mulheres da Itália concordam comigo: em pesquisa, 100% das italianas relataram esse creme como o alívio perfeito para relaxar após uma briga com o namorado ou um dia estafante de trabalho. Elas também disseram que preferem comer com pão, na colher ou, dependendo do desespero, comem até com os dedos!

27 de agosto de 2012

Alimentos do futuro

Sabemos que a alimentação mudou muito ao longo da história: o ser humano já dependeu da caça, pesca e coleta, depois aprendeu a cultivar e criar suas próprias plantas e animais de acordo com as regras da natureza, e agora aprendemos até a transgredir algumas regras (transgênicos, hormônios do crescimento, mutações favoráveis, cruzamentos com características desejadas etc)...
Só que desde os transgênicos não temos recebido grandes novidades. Os orgânicos, que surgiram em resposta à "onda verde" de consciência ambiental, ainda não ganhou força suficiente para indicar um novo paradigma na alimentação.
Não, comida de astronauta não está incluída hehe
Mas sempre há a necessidade de mudança. Pesquisas fazem questão de divulgar que o estilo de vida do homem moderno é insustentável e danoso ao planeta, e que se não nos adaptarmos talvez entremos em extinção. Exagero? Catastrofismo? Não, é apenas uma das leis da natureza que não podemos mudar: animais que extinguem seus recursos, acabam por extinguir a si próprios.
E para isso, alguns estudiosos apontam os novos caminhos que a alimentação humana seguirá. Vejamos o que nos espera:

15 de agosto de 2012

Chocolate de frutas criado por cientistas tem só metade da gordura

Quando eu dizia que queria fazer Engenharia de Alimentos, sempre me falavam: "Ah, você PRECISA descobrir um jeito de fazer um chocolate que não engorde". Bem, que não engorde nada ainda é impossível, mas cientistas britânicos conseguiram um grande avanço.

Os pesquisadores da Universidade de Warwick, do Reino Unido, conseguiram extrair parte da manteiga de cacau e da gordura do leite encontrados no chocolate branco, ao leite e amargo, e substituir por gotículas de suco de laranja e cranberry (oxicoco). Os resultados foram publicados no "Journal of Materials Chemistry".
Como tem a outra parte de gordura, e também graças a adição de um composto chamado "Polimorfo V" (que mantém a aparência brilhante, a firmeza e o derretimento suave na boca), o novo chocolate não tem alterações no sabor.
O resultado final é um chocolate com gosto frutado, mas que também pode ser aproximado ao original se, ao invés dos sucos, forem utilizados água e vitamina C.


"Nosso estudo é apenas o ponto de partida para um chocolate mais saudável. Estabelecemos a química por trás dessa nova técnica, e agora estamos esperando que a indústria alimentícia utilize o método para fazer barras saborosas e com menor teor de gordura", disse Stefan Bon, do departamento de Química de Warwick.

Pois é, essa é a parte apaixonante no campo que eu escolhi: as pessoas buscam por coisas saudáveis, mas não conseguem abrir mão das características conhecidas. Por isso, muito estudo é necessário para atender às novas demandas que surgem, cada vez mais exigentes... É trabalho pesado! Parabéns aos envolvidos no projeto.

E você leitor, comeria com só 50% de culpa uma barra de chocolate com 50% menos gordura?

8 de agosto de 2012

Dietas de jejum seriam a chave da saúde?

Cientistas afirmam que dietas com períodos de ingestão reduzida de alimentos pode ser a chave para o emagrecimento, manutenção da saúde e juventude, além da redução de compostos químicos relacionados ao ganho de peso.

A notícia vem da BBC: o repórter científico Michael Mosley conversou com cientistas que estão investigando as dietas com períodos de restrição alimentar completa e sua ligação com o controle de compostos químicos relacionados ao envelhecimento, ganho de peso e doenças. Através de um experimento, os cientistas observaram que animais expostos a uma dieta de baixíssimas calorias sobreviviam por mais tempo, e de modo muito mais saudável.
A chave, segundo os pesquisadores do Instituto de Longevidade da Universidade da Califórnia do Sul, é o hormônio IGF-1. Este hormônio, além de outros relacionados ao crescimento, mantém as células ativas. Enquanto somos jovens este hormônio é desejado, mas não é bem assim quando o corpo já tem mais idade.
De acordo com o pesquisador Valter Longo, diretor do instituto citado, a maneira mais eficiente de reduzir drasticamente o IGF-1 é com dietas de jejum.
“Você precisa de níveis adequados dos hormônios do crescimento (como o IGF-1) durante o período de desenvolvimento, mas níveis elevados destes hormônios conduzem para o envelhecimento precoce”, disse o pesquisador. Os pesquisadores observaram ratos modificados para não responderem ao IGF-1: eles apresentaram vida 40% mais longa que a média (se fossem humanos, seria como se tivessem 160 anos), e não se degeneraram ao longo da vida. Para morrer, eles "caiam para o lado, mortos" ao invés de se degenerarem até a morte.

Leia a postagem completa para entender como isso se relaciona com perda de peso, e ler o caso de sucesso do repórter da BBC.

30 de julho de 2012

Comidas inteligentes contra a compulsão

Uma boa notícia para aqueles que sofrem de transtornos de compulsão alimentar: uma equipe de cientistas holandeses começou a pesquisar sobre "alimentos inteligentes", que causariam a saciedade mais rapidamente.

Quando estamos em uma refeição, o nosso sistema digestivo entra em contato com os nutrientes presentes nos alimentos. Quando estes nutrientes começam a ser absorvidos, o corpo os detecta, e começa a enviar para o cérebro a sensação de saciedade. Depois de aproximadamente 20 minutos após iniciar a refeição, o cérebro avisa: "estou satisfeito".
Para os especialistas envolvidos na pesquisa, antecipar este aviso seria a chave para combater a obesidade e a compulsão alimentar. Assim, a ideia principal da pesquisa é que os "alimentos inteligentes" contenham a química necessária para simular ao cérebro a sensação de saciedade.

"Sabemos que os nutrientes interagem com as células intestinais, o que libera mensageiros químicos - hormônios - para que o cérebro sinalize que o estômago está cheio", disse o endocrinologista Jens Holst, da universidade de Copenhagen, na Dinamarca. E é esta mensagem que está sendo "decodificada" para combater a obesidade.
Holst descobriu uma pequena molécula no intestino, chamada GLP-1, que atua nas partes do cérebro responsáveis pela regulação do apetite. Ele agora está envolvido em um projeto para descobrir exatamente como que o cérebro percebe que o estômago está cheio.

O time de cientistas está planejando descobrir e identificar exatamente quais os componentes dos alimentos que interagem com o intestino e o estômago para gerar a sensação, e produzir remédios a partir destes componentes que enganem o cérebro, gerando a sensação de saciedade mais cedo.
Fonte: Daily Mail

É o que eu sempre falo: hoje, vivemos em uma epidemia de obesidade, isto é fato. O lado bom disto é que a cada dia aparecem novas pesquisas de métodos para combater essa obesidade generalizada, e talvez daqui a alguns (poucos) anos a obesidade possa ser facilmente controlada.
Mais essa linha de pesquisa aí, esperamos que gere algum resultado...

Abraços Foodie!

16 de julho de 2012

Um a cada 3 solteiros trocaria sexo por comida

O que fica pior pra você: passar um ano inteiro sem sexo, ou sem aquele seu prato preferido? Segundo pesquisa feita pelo Match.com, um terço dos solteiros ia preferir a primeira opção, se privando do sexo pelo prato preferido!

Se você considerar que, enquanto o prato de comida pode ser todo dia e o sexo para os solteiros é "incerto", até que faria sentido - seria melhor ter prazer todo dia do que em dias desconhecidos. E ainda, as duas coisas são extremamente prazerosas e liberam igualmente substâncias relacionadas ao relaxamento e ao bem-estar (como a serotonina).
Mas o que explica essa escolha para os casais? Dos 3,5 mil entrevistados que disseram estar em um relacionamento sério, só 28% sentiriam mais falta do sexo do que da comida.
As mulheres também demonstraram maior tendência em optar pela comida ao invés do sexo - 39% delas trocaria o momento de intimidade, enquanto apenas 16% dos homens faria o mesmo.
As comidas mais citadas foram as mais comuns: o chocolate aparece como primeiro lugar, e depois teve bife, pizza, biscoitos, sorvetes, e até mesmo frutas e saladas (?!).

Po, peraí! Sendo solteiro e sem expectativa frequente de sexo, eu trocaria um ano de dias incertos de sexo por uma torta/churrasco/qualquer delícia todo dia. Mas estando em um relacionamento, trocar orgasmos por frutas e salada?!?! Como assim?! Vai comer e fazer sexo depois pra queimar calorias, caramba!

E vocês, o que preferem? Se deliciar na mesa ou na cama?

9 de julho de 2012

Como escolher qual erva usar?

Hoje eu acordei com a ideia de fazer patê. Explico: sábado tem a festa de uma grande amiga (Bianca), e vou para a casa dela mais cedo para ajudar na decoração. Como vai ter comes e bebes durante a festa que é durante a noite, eu estava pensando em ajudar a tia Fabi (mãe da Bianca), levando um lanche leve para os hard-workers da decoração (nós! haha), e pra ninguém ficar de estômago cheio (e com glicose na veia pra bebida não fazer efeito rápido). Por isso, pensem em fazer uns patês, pois são rápidos de fazer, simples, e combinam com quase qualquer acompanhamento.
Pensei em fazer um de frango, um de abóbora, e qualquer outra ideia de viesse... E veio a dúvida: qual erva usar?
Porque o que difere uma boa refeição de uma comida de hospital é o tempero, de fato. Um frango com ricota sem graça ganha vida com ervas finas, por exemplo. Peixe cozido, sem coentro, nem parece peixe. E arroz sem alho então? Parece arroz de restaurante (ruim).
Esses exemplos eu até sabia, mas pros patês fiquei em dúvida mesmo. Quem consultar? Internet.
Encontrei esta ótima lista de ervas e suas combinações na culinária, e espero que ajude outras pessoas assim como me ajudou:

Glossário rápido sobre ervas:

1. Manjericão – Erva fina de odor marcante, o manjericão combina muito bem com tomate, berinjela, abobrinha, frango e vitela. Como o calor diminui seu aroma, fica melhor se adicionado no final da receita.
2. Louro – A folha de Louro é um dos componentes do “Bouquet Garni”. O Louro combina com sopas, peixe em geral, carnes, frango e terrines.
Geralmente uma folha basta para aromatizar o prato.

3. Cebolinha – Cortada em pequenas rodelas a cebolinha realça as saladas, os ovos e as omeletes, o queijo branco e os molhos. A cebolinha ajuda também na decoração de pratos. A cebolinha faz parte das ervas finas junto com salsa e estragão
4. Coentro – O coentro é uma das ervas mais usadas no nordeste brasileiro. Possui um perfume incomparável, refrescante e de sabor marcante. Combina muito bem com o peixe, frutos do mar, frango e legumes. Suas sementes são usadas para temperar marinadas.
5. Tomilho – Muito apreciado nas cozinhas européias, o tomilho é um elemento importante do “Bouquet Garni”. Seu perfume lembra a “Provence”, região da França onde é muito encontrado. Combina muito bem com sopas, molhos de tomate, legumes em geral, carnes vermelhas e terrine.
6. Dill – Com o sabor voltado para o anis, ele combina muito bem com peixes em geral, omeletes, batatas, saladas verdes e creme de leite fresco. Suas sementes são usadas para temperar vinagres, marinadas e pepinos em conserva.
7. Erva Doce – As folhas da Erva Doce combinam muito bem com peixes grelhados ou cozidos em papelote. Este tempero fica delicioso servido com grande variedade de carnes como frango, vitela e outras. O seu aroma doce, como o anis, tempera muito bem saladas, molhos e o creme fresco.
8. Alho – O alho é utilizado em todo o mundo. Seu sabor combina muito com carne, peixes e legumes. O alho tem uma utilização muito ampla na culinária nacional.
9. Azedinha – Um tempero muito usado na Europa durante a primavera, pode ser consumida cozida ou crua. Seu sabor ácido da um toque todo especial nas saladas.
10. Raiz-Forte – A raiz-forte é sem dúvida uma erva picante, seu nome já o diz. Utilizada principalmente para realçar maioneses e molhos que acompanham carnes frias. Também é muito usada na culinária japonesa.
11. Manjerona – Considerada indispensável na cozinha mediterrânea, a manjerona combina com carnes, tomates, batata e arroz. Muito parecida com o orégano, a manjerona tem um aroma mais fino do que o seu concorrente, associando-se mais facilmente a outras ervas.
12. Menta – A menta é muito usada na Europa para temperar o cordeiro, ervilha e batatas. Em outras regiões ela é usada em saladas, em sorbet, em chás ou simplesmente misturado com queijo de cabra e pepino, como fazem na Grécia.
13. Orégano – Indispensável no preparo de pizzas, o orégano é o companheiro perfeito do tomate, do pimentão, da berinjela, da abobrinha e das massas. Também combina muito bem com carnes brancas, como a vitela e o peito de frango.
14. Salsa – Conhecida como salsinha, a salsa além de ser decorativa acrescenta cor e sabor aos omeletes, saladas, molhos, purês de batatas, patês e sopas. São encontradas duas variedades da salsa. A salsa crespa, mais decorativa e em forma de buquê, e, a mais comum, a lisa, que é mais aromática e suporta melhor o cozimento.
15. Alecrim – É certamente uma das ervas mais perfumadas, seu aroma se associa muito bem com o cordeiro, o porco, o frango, a vitela e o fígado. Quando usado fresco, pode servir de decoração.
16. Sálvia – A Sálvia serve para perfumar as carnes, principalmente a carne de porco, o coelho e a vitela. Seu sabor, ligeiramente amargo, combina com legumes secos, queijos e lingüiças. Vai muito bem com carnes grelhadas e com molhos.
17. Estragão – Usado no preparo de molhos, pratos com ovos, frango, saladas e sopas. O estragão tem um gosto picante que ajuda a realçar alimentos sem sabor. Muito usado no preparo de vinagres de vinhos brancos.
(Fonte: helenice.com)

E como combinar a erva com o prato?

Carnes

Alho, cebola, menta, manjericão, salsinha, tomilho, mostarda, alecrim, chili, funcho, gengibre, noz-moscada, páprica, pimenta da jamaica, pimenta do reino, sálvia, salsa, segurelha.

Aves

Curry, alho, cebola, salsa, cebolinha, alecrim, tomilho, manjericão, segurelha, açafrão, cominho, sálvia, pimenta do reino, páprica, orégano, mostarda, manjerona, macis, gengibre, estragão, chili, caril.

Peixes

Salsa, cebolinha, coentro, pimenta do reino, açafrão, aipo, alecrim, caril, cerefólio, dill, cúrcuma, estragão, funcho, gengibre, macis, manjerona, orégano, sálvia, tomilho.

Saladas

Aipo, mostarda, cebola, menta, hortelã, manjericão, salsinha, tomilho, páprica, orégano, macis, gengibre, estragão, endro, chili, cerefólio, cheiro verde, cardamomo.
Pro patê de frango, acho que vou usar ervas finas ou cheiro verde. Pra abóbora, vou só de cebolinha e alho mesmo... Espero que elas gostem lá.
Abraços foodie!

4 de julho de 2012

Iogurte

Apresentarei com uns colegas quinta-feira um seminário na faculdade sobre a produção industrial de iogurte. Hoje, tomado por esse espírito "Top Therm", resolvi falar um pouco sobre o iogurte.

Que o iogurte natural deveria ser consumido por todos diariamente é um fato: apresenta uma enormidade de vitaminas e minerais, fornece quantidades adequadas de carboidratos, proteínas e gorduras, além de ser um aliado ideal ao bom funcionamento do intestino (e do metabolismo em geral). Para os intolerantes à lactose, o consumo do leite fermentado ou do iogurte é uma opção adequada para a ingestão dos micronutrientes citados - principalmente o cálcio.
 
Inventado por acaso na região do império Turco Otomano em cerca de 1500, teve origem da necessidade de transportar leite em longas viagens. O leite era armazenado em bolsas feitas de pele de cabra (chamados odres), e estas bolsas eram amarradas ao corpo do viajante. Então, durante o trajeto, o calor do corpo e as condições favoráveis da bolsa de pele permitiam que as bactérias presentes no leite fermentassem, dando origem ao iogurte. O nome deriva do adjetivo turco yoğun, que significa "denso". Curiosamente, os benefícios do iogurte eram conhecidos, e ele chegava a ser comparado a um elixir da juventude, mas seu sabor era considerado asqueroso, o que reduzia o consumo.

 
Hoje em dia, o iogurte produzido industrialmente é m
anejado em condições adequadas, para evitar qualquer gosto diferente do padrão. Temperatura, acidez e esterilidade dos aparelhos são exemplos de condições bem observadas para evitar características indesejadas (causadas pela proliferação de outros microorganismos ou de alterações na bioquímica do leite). Para ocorrer a fermentação, usa-se as bactérias lácteas Streptococus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus, que consomem a lactose e geram o ácido lático, mas pouco alteram nas quantidades de micronutrientes presentes no leite.
O consumo de iogurte no Brasil é muito baixo quando comparado ao consumo nos países industrializados. Por aqui, o tipo mais apreciado pelos consumidores é o com a adição de polpa de morango, e mesmo assim, o consumo se dá apenas pelas características do produto (sabor, etc), e não pelos benefícios à saúde.

Como são muitos, os benefícios do consumo do iogurte podem ser listados:

  • Apresenta os mesmos benefícios do leite: é fonte de proteínas, cálcio, zinco, vitaminas A e do complexo B;
  • Regulariza o metabolismo: atua na produção de anticorpos, hormônios e proteínas, o que também fortalece o sistema imunológico;
  • Pela alta taxa de cálcio, é ótimo para a manutenção da massa óssea (principalmente em mulheres acima dos 40 anos e idosos em geral);
  • A vitamina A presente no iogurte melhora a saúde da pele, da visão, das unhas e dos cabelos
  • As vitaminas do complexo B proporcionam energia e oxigenam as células
E o melhor: dá pra fazer em casa, é muito fácil e barato, e o resultado é saboroso!
A receita, você encontra neste post.

Abraços Foodie!
Fonte

2 de julho de 2012

Descoberta genética pode acabar com os tomates sem gosto

Eu não passo praticamente nem um dia sem comer um tomate. Seja em molhos, salada, até mesmo em um sanduiche no café da manhã, eu adoro!
Quem já teve a oportunidade de comer um orgânico ou plantado em casa, sabe que a maioria dos tomates que compramos no mercado é um tanto "aguado" e pobre em sabor (o que não me impede de ser um tomatívoro haha). Mas uma descoberta genética promete mudar essa característica.

The breakthrough by University of California, Davis researchers could allow farmers to breed supermarket tomatoes that taste as good as high-priced 'old-style' breeds.Os tomates que compramos são assim aguados porque os agricultores preferem uma plantação mais uniforme, mesmo que seja de tomates insossos, ao invés de arriscar grandes perdas de produção. Eles colhem os tomates enquanto estes ainda estão verdes para que amadureçam por igual, mas isso reduz a quantidade de carboidratos no fruto.
Os pesquisadores observaram que os tomates mais suculentos e saborosos, quando verdes, apresentavam essa coloração mais intensa - coloração esta causada pela presença dos cloroplastos. O cloroplasto é a estrutura responsável pela fotossíntese e pela produção de carboidratos, e por isso, quanto mais intenso o verde, mais sabor o fruto terá quando maduro.
Então, partindo desta ideia, os pesquisadores buscaram um método que aumentasse a concentração de cloroplastos, e chegaram às proteínas GLK1 e GLK2. O estudo mostrou que os tomates que continham mais GLK2, também continham as maiores concentrações de cloroplastos.
Além da quantidade superior de cloroplastos e, consequentemente, carboidratos, os tomates mais suculentos apresentam as maiores taxas de licopeno - substância que garante a cor vermelha do tomate e apresenta potente efeito antioxidante.

“A natureza apresenta numerosos genes importantes e suas variantes. Compreender os genes responsáveis por essas características facilita o processo desafiador da criação de culturas que atendam às necessidades de todos os componentes da cadeia de abastecimento alimentar”, declarou Jim Giovannoni da Cornel University.

Fonte: DailyMail