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7 de setembro de 2012

Culinária do Brasil: região Sudeste

Eu comentei no post anterior que faria uma série sobre a culinária do Brasil, e que dividiria por regiões devido a extensão do conteúdo. Vou começar por terrenos conhecidos, onde nasci, a região Sudeste.

A região sudeste, composta de apenas 4 estados (Espirito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), pode ser considerada o centro ativo do Brasil. Em São Paulo, temos a maior e mais importante metrópole do país, além da Bolsa de Valores. O Rio de Janeiro, que já foi capital do Brasil antes que fosse Brasília, muito conhecido pelas belezas turísticas, vai sediar as olimpíadas de 2016. Minas Gerais, o maior estado da região, tem uma cultura todo característica, e já foi berço de movimentos de emancipação colonial (a Inconfidência). E no Espírito Santo, só sei que é terra do Roberto Carlos, e das belezas de Guarapari.

E cadê a comida? Hehe, vamos lá, vou começar pela mais extensa (e complexa). Me acompanhe.

Dia da independência: sobre a culinária do Brasil

Feriado de 7 de setembro, quase ninguém tem que trabalhar ou estudar no dia de hoje. Uns aproveitam pra emendar com o final de semana e viajar, outros por esse ou aquele motivo preferem ficar em casa e relaxar um dia a mais. Só que muita gente nem sequer se lembra do que é o feriado: alguns confundem com o dia da bandeira ou, mais comumente, o dia da proclamação da república. É mole?
Pois é, o dia 7 de setembro de 1822 é dia da Independência da nossa nação, quando (oficialmente) ficamos livres dos laços que nos atavam à colônia, Portugal. Finalmente, emancipados, livres politicamente. Mas e a cultura?
Como sabemos, toda a complexidade cultural do nosso país deriva principalmente da pluralidade de origens étnicas e das extensões (continentais) que possuímos. Falei difícil? Explico: nossa cultura é rica porque somos "filhos" de muita gente, e temos muito lugar pra nos espalhar. O Brasil teve influência de indígenas, portugueses, africanos, italianos, árabes, espanhóis, holandeses, franceses, japoneses e muitos outros, e nos espalhamos de Norte a Sul desses 8,5 milhões de km² brasileiros. Nossa cultura é vastíssima! E a culinária então...
São tantas influências que a comida do Brasil tem uma cara própria, variada entre as regiões, porém inigualável a outras nações. Prato típico brasileiro? Difícil é escolher um só! Até se dividirmos por regiões, continua difícil.

Eu tenho orgulho da minha origem. As vezes, fico desgostoso com alguns compatriotas, é verdade, mas nem por isso deixo de amar minha pátria. Sei que somos "emergentes", que temos diversas mazelas políticas, econômicas e sociais que precisamos resolver com urgência, mas no fundo mesmo tenho é orgulho de ter nascido aqui.
Viva a independência! Viva o Brasil!
Post ufanista sim, pra desejar um ótimo feriado a todos, quem for viajar ou ficar em casa, quem gosta ou não do país, quem é do Brasil ou não...

Eeeee como a nossa cultura é assim ampla e encantadora, resolvi fazer uma série de posts (provavelmente 5), sobre a culinária típica brasileira. Vou separar por regiões, pra conseguir abraçar tudo aos pouquinhos. Quem quiser sugerir pratos de determinada região ou achar que faltou algum, fala aí nos comentários que a gente vê o que faz.

Abraços foodie!

16 de julho de 2012

Receita de Tabule original

Depois de um final de semana de pé-na-jaca total, com churrascaria na sexta, aniversário regado a bolo, cuscuz, quibes, docinhos e bebidas, só tem um jeito de começar a semana: refeições beeeem leves (não, algodão doce não conta).
Preparar o tabule não foi ideia minha, e sim da minha mãe, ontem à noite. Imediatamente procuramos algumas receitas, e chegamos na que está neste post.
Mas antes, um pouco sobre o tabule:

13 de julho de 2012

Você nunca verá cajuzinho da mesma forma (e receita)


Pode ser muito óbvio para quem já fez esse docinho para festas... mas sério, isso arruinou minha infância! (tá, menos drama)
Eu sempre achei que levava, ao menos, a castanha de caju. Mas nem isso! Nem isso! Pelo visto, o cajuzinho só leva amendoim, açúcar, leite condensado e manteiga, e nada de caju.
E já que eu fiquei tão embasbacado com essa "notícia" (eu só descobri agora, quando fui pesquisar receitas para festa), vou postar aqui uma receita desse docinho.

Cajuzinho

Ingredientes

  • 1 lata de leite condensado  
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 xícara (chá) de amendoim sem pele torrado e moído
  • 1 xícara (chá) de açúcar cristal
  • 30 amendoins inteiros para decorar
  • manteiga para untar
(cadê caju? haha)


Modo de fazer

Em uma panela, coloque o leite condensado, a manteiga e o amendoim torrado e moído. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até desprender do fundo da panela (cerca de 10 minutos). Retire do fogo, passe para um prato untado com manteiga e deixe esfriar.
Enrole em formato de cajuzinho e passe pelo açúcar cristal. Enfeite a ponta de cada docinho com um amendoim e coloque-os em forminhas de papel.
Rende 30 unidades

No micro-ondas

Em um recipiente refratário com bordas altas, misture o leite condensado, a manteiga e o amendoim. Leve ao microondas por cerca de 3 minutos na potência alta. Deixe por mais 1 minuto e 30 segundos na potência média alta. Retire do microondas, misture muito bem e passe para um prato untado com manteiga. É importante que o recipiente refratário tenha bordas altas para que, durante a fervura, não escorra no forno.
Fonte: Nestlé

Então é isso, não tem absolutamente nenhum caju no cajuzinho. Mas ok, também não tem sogra no olho de sogra...

10 de julho de 2012

Cuscuz de tapioca light

Especifiquei o "de tapioca" porque, só agora depois de burro velho que fui descobrir que existem milhares de outros tipos de cuscuz. O marroquino, o nordestino (de milho), entre outras variações locais...
Essa receita se refere àquele cuscuz de bandeja que nós aqui do Rio de Janeiros encontramos pra vender até em praias, e que o vendedor normalmente adiciona leite condensado na hora de servir. Pelo que me lembro, é um prato comum no nordeste, e principalmente no norte.
Só que a minha versão é light: sem açúcar, e com leite desnatado. Fica bem soltinho, sem aquela sola no fundo, e sem o enjoativo do excesso de doce.
Há quem goste de fazer só com água (é sério, diz minha mãe que desses vendedores de rua, a maioria é água), mas eu imagino que deve ficar sem gosto... Quem quiser arriscar assim, tente.

Cuscuz de tapioca light

Dificil resistir a tirar uma colherada antes da foto!!

Ingredientes

  • 500g de tapioca ralada
  • 500 ml de leite desnatado
  • 500 ml de água
  • 1 garrafinha de leite de coco light
  • 1 saquinho de coco em flocos
  • Adoçante (pode ser culinário ou líquido mesmo, recomendo o "Magro", ou o açúcar light União)
  • Essência de baunilha a gosto
  • Leite condensado a gosto

Como fazer

Em uma travessa, misture a tapioca com metade do coco em flocos, e reserve. 
Em uma panela, coloque o leite e a água, e leve ao fogo. Deixe ferver. Adicione a garrafinha de leite de coco, e apague o fogo. Adicione a essência de baunilha (eu uso cerca de uma colher de sopa) e o adoçante (o líquido, eu uso cerca de 4 a 5 colheres de sopa, mas aí vai a gosto mesmo) já com o fogo desligado.
Com os líquidos ainda BEM quentes, adicione aos poucos a tapioca e o coco que você havia misturado, e mexa sempre para não empelotar.
Caso comece a empelotar, ou a mistura não fique homogênea, leve toda essa mistura no liquidificador (em partes), e bata bem. Eu sempre faço isso para ele ficar sem pelota nenhuma.
Depois de sair do liquidificador, verta a mistura (que agora, deve estar bem cremosa e grossa) em um refratário ou vasilha grande. Cubra com papel alumínio, e deixe descansar fora da geladeira até esfriar (assim, a tapioca vai hidratar, inchar e ficar macia ao corte, dando liga). Após isto, descubra, polvilhe a outra metade do coco em flocos, e leve à geladeira.
Obs.: Se quiser desenformar, pode aquelas formas com furo no centro, que se usa para pudim. Nesse caso, umedeça a forma e unte polvilhando coco ralado.
Obs2.: Essa receita fica pouco doce. Quem gosta de mais doce, pode colocar açúcar na preparação, ou cobrir com leite condensado na hora de servir. Particularmente, acho que sem nada fica mais gostoso, porque você sente o verdadeiro gosto do cuscuz!


E aí você me pergunta: mas assim, essa receita, toda light e cheia de firulas... fica bom? Dá pra sentir gosto de adoçante? Só quem tá de dieta ou é diabético vai gostar disso?
Vou responder com uma foto do "Velho Foodie", meu pai:

Essa receita, das que eu faço, é a preferida (ê, prepotência...) da Bianca (eu acho hahaha), tenho até uma foto do meu aniversário aqui, que a mostra se atracando com meia travessa (mentiiiira, é só um pedaço mesmo). Só não posto porque se não ela pode cumprir a ameaça:
- Eu vou quebrar a sua cara. (GUEDES, Bianca. Conversas de MSN, Rio de Janeiro, 2012.)

Quem gostar da receita, compartilha! Boa pra quem tá de dieta, e pra quem não tá também! Sério, fica deliciosa! E quem for fazer, se quiser tirar foto e me enviar, postarei no blog.
Por enquanto é só!

Abraços Foodie!

9 de julho de 2012

Como escolher qual erva usar?

Hoje eu acordei com a ideia de fazer patê. Explico: sábado tem a festa de uma grande amiga (Bianca), e vou para a casa dela mais cedo para ajudar na decoração. Como vai ter comes e bebes durante a festa que é durante a noite, eu estava pensando em ajudar a tia Fabi (mãe da Bianca), levando um lanche leve para os hard-workers da decoração (nós! haha), e pra ninguém ficar de estômago cheio (e com glicose na veia pra bebida não fazer efeito rápido). Por isso, pensem em fazer uns patês, pois são rápidos de fazer, simples, e combinam com quase qualquer acompanhamento.
Pensei em fazer um de frango, um de abóbora, e qualquer outra ideia de viesse... E veio a dúvida: qual erva usar?
Porque o que difere uma boa refeição de uma comida de hospital é o tempero, de fato. Um frango com ricota sem graça ganha vida com ervas finas, por exemplo. Peixe cozido, sem coentro, nem parece peixe. E arroz sem alho então? Parece arroz de restaurante (ruim).
Esses exemplos eu até sabia, mas pros patês fiquei em dúvida mesmo. Quem consultar? Internet.
Encontrei esta ótima lista de ervas e suas combinações na culinária, e espero que ajude outras pessoas assim como me ajudou:

Glossário rápido sobre ervas:

1. Manjericão – Erva fina de odor marcante, o manjericão combina muito bem com tomate, berinjela, abobrinha, frango e vitela. Como o calor diminui seu aroma, fica melhor se adicionado no final da receita.
2. Louro – A folha de Louro é um dos componentes do “Bouquet Garni”. O Louro combina com sopas, peixe em geral, carnes, frango e terrines.
Geralmente uma folha basta para aromatizar o prato.

3. Cebolinha – Cortada em pequenas rodelas a cebolinha realça as saladas, os ovos e as omeletes, o queijo branco e os molhos. A cebolinha ajuda também na decoração de pratos. A cebolinha faz parte das ervas finas junto com salsa e estragão
4. Coentro – O coentro é uma das ervas mais usadas no nordeste brasileiro. Possui um perfume incomparável, refrescante e de sabor marcante. Combina muito bem com o peixe, frutos do mar, frango e legumes. Suas sementes são usadas para temperar marinadas.
5. Tomilho – Muito apreciado nas cozinhas européias, o tomilho é um elemento importante do “Bouquet Garni”. Seu perfume lembra a “Provence”, região da França onde é muito encontrado. Combina muito bem com sopas, molhos de tomate, legumes em geral, carnes vermelhas e terrine.
6. Dill – Com o sabor voltado para o anis, ele combina muito bem com peixes em geral, omeletes, batatas, saladas verdes e creme de leite fresco. Suas sementes são usadas para temperar vinagres, marinadas e pepinos em conserva.
7. Erva Doce – As folhas da Erva Doce combinam muito bem com peixes grelhados ou cozidos em papelote. Este tempero fica delicioso servido com grande variedade de carnes como frango, vitela e outras. O seu aroma doce, como o anis, tempera muito bem saladas, molhos e o creme fresco.
8. Alho – O alho é utilizado em todo o mundo. Seu sabor combina muito com carne, peixes e legumes. O alho tem uma utilização muito ampla na culinária nacional.
9. Azedinha – Um tempero muito usado na Europa durante a primavera, pode ser consumida cozida ou crua. Seu sabor ácido da um toque todo especial nas saladas.
10. Raiz-Forte – A raiz-forte é sem dúvida uma erva picante, seu nome já o diz. Utilizada principalmente para realçar maioneses e molhos que acompanham carnes frias. Também é muito usada na culinária japonesa.
11. Manjerona – Considerada indispensável na cozinha mediterrânea, a manjerona combina com carnes, tomates, batata e arroz. Muito parecida com o orégano, a manjerona tem um aroma mais fino do que o seu concorrente, associando-se mais facilmente a outras ervas.
12. Menta – A menta é muito usada na Europa para temperar o cordeiro, ervilha e batatas. Em outras regiões ela é usada em saladas, em sorbet, em chás ou simplesmente misturado com queijo de cabra e pepino, como fazem na Grécia.
13. Orégano – Indispensável no preparo de pizzas, o orégano é o companheiro perfeito do tomate, do pimentão, da berinjela, da abobrinha e das massas. Também combina muito bem com carnes brancas, como a vitela e o peito de frango.
14. Salsa – Conhecida como salsinha, a salsa além de ser decorativa acrescenta cor e sabor aos omeletes, saladas, molhos, purês de batatas, patês e sopas. São encontradas duas variedades da salsa. A salsa crespa, mais decorativa e em forma de buquê, e, a mais comum, a lisa, que é mais aromática e suporta melhor o cozimento.
15. Alecrim – É certamente uma das ervas mais perfumadas, seu aroma se associa muito bem com o cordeiro, o porco, o frango, a vitela e o fígado. Quando usado fresco, pode servir de decoração.
16. Sálvia – A Sálvia serve para perfumar as carnes, principalmente a carne de porco, o coelho e a vitela. Seu sabor, ligeiramente amargo, combina com legumes secos, queijos e lingüiças. Vai muito bem com carnes grelhadas e com molhos.
17. Estragão – Usado no preparo de molhos, pratos com ovos, frango, saladas e sopas. O estragão tem um gosto picante que ajuda a realçar alimentos sem sabor. Muito usado no preparo de vinagres de vinhos brancos.
(Fonte: helenice.com)

E como combinar a erva com o prato?

Carnes

Alho, cebola, menta, manjericão, salsinha, tomilho, mostarda, alecrim, chili, funcho, gengibre, noz-moscada, páprica, pimenta da jamaica, pimenta do reino, sálvia, salsa, segurelha.

Aves

Curry, alho, cebola, salsa, cebolinha, alecrim, tomilho, manjericão, segurelha, açafrão, cominho, sálvia, pimenta do reino, páprica, orégano, mostarda, manjerona, macis, gengibre, estragão, chili, caril.

Peixes

Salsa, cebolinha, coentro, pimenta do reino, açafrão, aipo, alecrim, caril, cerefólio, dill, cúrcuma, estragão, funcho, gengibre, macis, manjerona, orégano, sálvia, tomilho.

Saladas

Aipo, mostarda, cebola, menta, hortelã, manjericão, salsinha, tomilho, páprica, orégano, macis, gengibre, estragão, endro, chili, cerefólio, cheiro verde, cardamomo.
Pro patê de frango, acho que vou usar ervas finas ou cheiro verde. Pra abóbora, vou só de cebolinha e alho mesmo... Espero que elas gostem lá.
Abraços foodie!